O amor acaba onde a resignação começa
Durante a vida inteira, a gente muda. Muda o presente e até o passado, mas muda principalmente o que se faz do futuro aqui no presente. Não sei até que ponto é normal querer mudar o outro, mas venho me convencendo a cada dia de que esse crime realmente não compensa. O que rola é que a gente muda o tempo todo com o esforço, consciente ou não, e o contato com esse outro - que também é um pouco a gente, olha a doideira! No campo das ideias, ouvimos, refletimos, discutimos, nos apropriamos das novidades assim como nos afastamos daquelas que não nos servem mais. Um ponto de vista diferente do nosso pode muitas vezes funcionar como um fósforo aceso na escuridão da ignorância em que habitamos. Inevitavelmente, mudamos um pouco a cada encontro significativo e essa 'expansão' ilumina tantas coisas que ainda não entendemos. Humanizando as pessoas ao meu redor, passei a amar algumas e a ter uma postura resignada com relação às outras. ...