Um café pra duas

Uma semana após o término, arranjei outra. Uma taurina. Música de novo. E dessa vez, com dança. A repetição ritmada me persegue. 

Como as duas gostam da mesma fruta e nenhuma têm a cobiçada banana, nosso relacionamento começa numa festa na noite de bruxas.

Risadas. Dança pelada. A fogueira fica bem ali na sala. É onde a gente purga as coisas que nos queimam por dentro. 

Criamos uma amizade mais rápida que o açúcar mascavo que desmancha no café, o nosso combustível de confissões.

Somos estranhamente parecidas e familiarmente distintas. Diz não ser coisa desse plano, planeta, e disso ninguém duvida.

A gente bota pra fora o que aprende e manda pra dentro o que sente. 
Pra dentro corpo e pra além da alma, em cada célula que se renova quando a gente vence mais um desafio
Minha mente é perfeccionista, controladora, impossível
Então você me convida a relaxar os ombros e confiar em meus ouvidos

Se é o que nos resta, bora ser feliz
Dançar no ventre do Bowie
Quem sabe galopar no Momoa?
Enquanto a gente diverte, não há nada que nos impede 
De sentir a vida assim tão boa

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Sobre Talita, minha professora de canto e dança do ventre.
Uma doida total, maravilhosa.

Obrigada por me mostrar que perdoar é tirar o poder do outro, Tali.

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