Prece ao amor próprio

Um dia a vida me catou pelo colarinho e disse se aprume
Nenhum job tinha o prazo mais apertado que esse
Passaram-se os anos
E sabe lá Deus porque a prioridade foi interpretada como desprezável
Como pode se viver tanto sem algo tão valioso?

Se o ar que entra pelas narinas é pouco talvez o sufoco seja outro
Essa angústia que arrebata é um alerta
Algo não está bem
E você está certa em abraçar esse aviso

Se o vazio preenche
Se a falta se faz presente
Se o silêncio grita
Há um sintoma

O corpo tem sua própria boca
Sedenta
Berrante
Escandalosa

Às vezes o que você cala é a saída de emergência
Não engula as chaves, por favor

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